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No mundo dos dependentes químicos.


Olá amigos,

          Estamos disponibilizado mais um link (na sessão links favoritos) bastante interessante, que decreve com mais profundidade as características, efeitos e  especificidades de vários tipos de drogas. Vale a pena conferir.

       www.brasilescola.com/drogas

 



Escrito por Carmona às 19h49
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           “Os pais devem incentivar os filhos a reconhecer a própria individualidade. Ele tem de gostar suficientemente de si e entender que não precisa fazer o que o outro faz . Ele tem que fazer o que acha que é importante parta si.”

 

Este trecho foi retirado da palestra do psicólogo José Carlos Camargo, confira na integra o resto da entrevista no link abaixo é muito interessante.

 

http://an.uol.com.br/2001/abr/22/1ger.htm

 

Fiquem ligados que estaremos blogando alguns fatos interessantes nos próximos dias.

 

                                                                  Thiago Carmona e Cristiano Barcellos

                                                          

 



Escrito por Cristiano às 01h36
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Hoje estamos disponibilizando a entrevista com o dependente químico GM, um dos melhores amigos do último entrevistado.

 

Como e quando iniciou o seu envolvimento com as drogas?

 

GM – Meu envolvimento começou aos 15 anos de idade, sempre convivi com usuários de drogas desde a minha infância, pois moro em uma favela onde o tráfico é intenso. Mas por incrível que parece o meu primeiro contato não foi como usuário e sim como revendedor.

 

Como assim? Primeiro você começou a vender para depois se tornar um usuário?

 

            GM – Como minha família sempre foi muito pobre, desde pequeno procure formas de conseguir um dinheiro para poder comprar o que queria. Trabalhei de carroceiro, servente foi quando um traficante, que conhecia desde de pequeno, perguntou se eu não queria vender drogas para ele. Com isso, comecei a vender e conseguia ganhar uns duzentos reais por semana.

 

             Como você começou a usar?

 

            GM - Comecei a usar devido ao fato de que toda a minha família me chamava de maconheiro. Eu ajudava dentro de caso com o dinheiro das vendas, comprava coisas para minha mãe e mesmo assim eles viviam me chamando de maconheiro. Já que eu tinha a fama resolvi começa a usar. E acabei gostando.

 

             Depois que você começou a usar, continuou vendendo?

 

            GM - Durante alguns meses, mas aí comecei a dar prejuízo para o dono da droga e como ele gostava muito de mim, devido a nossa amizade, ele disse que era melhor eu para de vender.

 

            Como você fez a partir daí para sustentar o seu vício?

 

           GM – Quando arrumava um bico eu comprava ou este amigo meu que é traficante me dava. Além disso, minha mãe também sempre me dava dinheiro, ela prefiria me dá do que me deixar sem a droga, pois morria de medo que eu começasse a roubar.

 

                    Para finalizar, como é o seu relacionamento com sua família?

 

         GM - Na realidade na minha casa a única pessoa que conversa com todo mundo é minha mãe. Eu meus quatros irmãos (todos mais velhos) só conversamos o necessário. Meu pai sempre foi muito violento bebia e batia em todo mundo. Acho que com isso todos os meus irmãos ficaram muitos revoltados e também brigavam muito uns com os outros. Como eu era o menor acabei apanhando de todo mundo, somente tive carinho de minha mãe.

 

        Não deixe de acompanhar o blog, pois breve estaremos disponibilizando a última entrevista e faremos algumas ponderações do que percebemos com este trabalho.



Escrito por Carmona às 19h43
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Olá amigos, continuando a série de entrevistas, hoje vamos blogar a do nosso amigo RG. Um usuário de droga que sempre conviveu com o trafico e com a violência

 

Como você iniciou o envolvimento com as drogas?

 

RG - Dito que foi devido ao meu pai que vendia droga na favela onde morávamos.

 

Ele vendia em sua casa?

 

RG - Não, eu morava só com minha mãe e ele de vez em quando ia lá em casa.

 

Você começou a usar com ele?

 

RG - Não, comecei a usar com amigos, mas quando ele ficou sabendo me disse que se era essa vida que ele queria eu tinha que ser um malandro de responsa.

 

O que ele fez?

 

RG - Comecei a andar com ele e fazíamos bastantes arrochos juntos. Além de ajudar a vender droga na favela.

 

Você já foi preso?

 

RG - Sim, peguei cinco anos por roubo saí com três anos por bom comportamento no momento estou na condicional.

 

E seu pai?

 

RG - Foi morto em quanto estava na cadeia.

 

E agora como você mantém  seu vício?

 

Na realidade, desde que sair da cadeia resolvi mudar de vida. Como passei um bom tempo sem drogas (na cadeia)  desde que sair nunca mais usei. Mudei com minha mãe da favela onde cresci e graças a Deus conseguir um emprego fichado, quero mudar de vida.

 

Infelizmente amigos, o nosso amigo RG voltou para a cadeia de uma forma bem injusta. Ele arrumou uma namorada e o pai não queria o namoro – pois sabe que ele é um ex-presidiário. Como jovem não mede as conseqüências, um dia o pai dela (que é separado) saiu e eles foram namorar sozinhos na casa dela. O pai chegou, pegou os dois e não deixou com que ele saísse. Depois ele chamou uns amigos, que são policiais, que acabaram o prendendo. Com isso, pensemos: a filha também não deveria ser presa? Pois afinal de contas ela não foi obrigada, o crime que eles estavam cometendo só é possível com duas pessoas. O que será que está passando na cabeça de uma pessoa que estava, sinceramente, tentando se reabilitar e é novamente preso desta forma? Comentem o que vocês acham e tomará que esta história tenha final feliz.  

 



Escrito por Carmona às 19h17
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           Continuando a entrevista com nosso amigo MC. Se você perdeu, confira o ínicio desta entrevista no tópico abaixo.

 

Mas as drogas que vocês usam não destroem?

 

MC - Sim, mas as outras são muito piores.

 

Nunca aconteceu de algum amigo seu utilizar drogas injetáveis ou crack?

 

MC - Sim, eu mesmo já utilizei. Mas é como estou te dizendo, de certa forma existe algumas regras em cada tipo de grupos que usa droga, por exemplo, no meu caso quase todos os meu amigos trabalham, mas só que a maior parte do nosso dinheiro vai para o consumo de drogas, pois todos moramos com os pais e não temos praticamente nenhuma responsabilidade. Com isso, há como se fosse um regulamento interno que proíbe a utilização de determinadas drogas, ou seja, se você consome aquilo que não concordamos não pode andar com a gente.

 

 

Alguém já saiu do grupo de você por usar, por exemplo, crack?

 

MC - Sim, há um caso de um amigo nosso que começou a usar crack, na realidade nos não o expulsamos do grupo, o que acontece é que o crack deixa a pessoa completamente viciada, com ele à pessoa começa a cometer crimes e perde o gosto por qualquer outra coisa. Com isso, ele mesmo se distanciou do nosso grupo.

 

Você disse que o crack é altamente viciante, sabendo que ele é um derivado da cocaína você não acha que estão correndo um sério risco de ir para o mesmo caminho do seu amigo?

 

Sim e não, sim porque já vimos amigos morrerem por dividas, de overdose ou serem presos por ter cometido algum crime. Não, porque acredito que como há pessoas que bebem e não são alcoólatras, existem pessoas que cheiram e fumam que não são completamente dependentes.

 

 

Para terminar, se você fosse pai permitiria que seu filho usasse droga?

 

MC - Acredito que não é questão de permitir ou não. Querer ou ensina-lo a usar eu não iria, mas o que quero realmente, se um dia tiver um filho, é poder conversar com ele de forma aberta e amiga.

    

 

Podemos perceber que o nosso amigo MC é um dependente químico, que de certa forma, tem consciência do risco que está correndo. O que percebemos ao conversar com ele foi um grande sentimento de aproveitar os prazeres da vida.

Depois das outras entrevistas serem blogadas, discutiremos mais profundamente o ponto de vista dele em conjunto com os outros entrevistados. Pedimos que comentem o que acharam do nosso amigo MC e acompanhe o nosso blog, pois fatos realmente estarrecedores serão publicados.

 

Um abraço e até breve.

 

                                                 Thiago Carmona e Cristiano Barcellos

Escrito por Carmona às 01h24
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Olá amigos, como prometemos na última blogagem iniciaremos hoje uma série de entrevistas com dependentes químicos. Procuramos selecionar para estas entrevistas pessoas com padrões de vida e de envolvimento com as drogas diferentes. O primeiro entrevistado é um dependente químico de classe média alta, o segundo é uma pessoa de classe media baixa e os dois últimos são moradores de favelas. Esta diversificação se fez com intuito de perceber os pontos em comum que são levantados pelos entrevistados, como as causas dos seus envolvimentos com as drogas. A abordagem dos entrevistados foi relativamente fácil, ao contrario do que vemos na abordagem relatada no texto “Padronização e Generalizações” de Fernanda Delvalhas Piccolo. Esta facilidade se deu devido ao fato de já possuirmos um relacionamento com os entrevistados, pois são todos moradores do bairro onde moramos ou da vizinhança. Mesmo possuindo uma certa tranqüilidade, sempre a uma inquietude, pois nunca sabemos o que o entrevistado pode interpretar de determinada pergunta ou afirmação. Por isso, vocês notarão que algumas entrevistas foram mais extensas que outras, isto se deve ao grau de aproximação que possuímos com cada entrevistado e a liberdade percebida no ato da entrevista. Sendo assim, confira a primeira entrevista com um dependente químico da classe media alta que chamaremos de MC.

 

Quando iniciou o seu envolvimento com as drogas?

 

MC - Mais ou menos aos 13 anos fumei pela primeira vez maconha, mas antes disso já fumava cigarro e tinha bebido algumas vezes.

 

O que você considera que influenciou o seu envolvimento com as drogas?

 

MC - Vários fatores: a curiosidade, amigos, além da falta do meu pai que é separado da minha mãe.

 

Com relação ao seu pai, você o conhece? Se sim, como é o seu relacionamento com ele?

 

MC - Apesar de ser separado desde pequeno, meu pai sempre freqüentou minha casa e às vezes passeava comigo. Na realidade quando aponto, a falta do meu pai como um fator que influenciou a minha dependência química, quero dizer que o nosso relacionamento sempre foi muito formal, nunca tive uma grande amizade com meu pai. Ele é uma pessoa muito retraída com seus sentimentos (e eu também). Com isso, nunca tive uma referencia (masculina) na família que ajudasse em questões que todo adolescente vive. 

 

Voltando as drogas, dizem que a maconha é um inicio para as drogas mais pesadas, você concorda?

 

MC - Em parte sim, pois de certa forma a maconha funciona como uma escada para se chegar à cocaína ao crack e a drogas piores. Mas por outro lado, no meu caso, a bebida foi o primeiro degrau, foi através de saídas e bebedeiras que conheci a maconha. Mas, além disso, acredito que o tipo de amigos (também usuários) que você anda influência bastante. Por exemplo, na minha turma sempre ouve uma repulsa a qualquer tipo de droga injetável ou ao crack, todos concordamos que estes tipos de drogas destroem a vida das pessoas de maneira muito rápida. Por isso, só utilizamos maconha, cocaína e alguns comprimidos.

O resto desta entrevista você confere na proxima blogagem, até lá.



Escrito por Carmona às 01h16
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